Saindo daquela sala de penumbras, com muitos espelhos e cheiro de cerveja vencida, o mundo parecia piada perto do nervosismo que podia sentir. Nossa, era tão incrível tudo isso, e ao mesmo tempo, impossível de acreditar. Como poderia ter conquistado tanto em tão pouco tempo? Sempre foi acreditado que quem tinha isso no sangue e na alma, faria dessa situação uma mera brincadeira de criança. Pois então ela não era criança.Aquilo tudo era fascinante. Sentada a alguns metros do temido, esperando o momento que não teria como fugir, sabia que era tudo ou nada. E todos a queriam, a achavam destemida e incrível, mas não era bem assim, ela sabia que não era.
Ouviu, começaram os gritos, sua família fazendo uma sala e tanto para ela entrar e se sentir livre. Voar.
Deu dez passos e ela estava lá, na frente, para isso. Foi tão rápido. Ela podia voar. Não como um avião, mas sim como um pássaro grande e lindo, cor de ouro, uma vida preciosa.
Ela não era mais ela.
- Agora eu sei. Nasci pra isso.
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