sexta-feira, 30 de abril de 2010

D'eus

Eu não sou uma pessoa religiosa, porem possuo fé. Minhas orações não são palavras decoradas, e nem se encontram presentes grãos de milhos, são extremamente profundas e reais como qualquer outra coisa na minha vida.

Deus pra mim é escrito de outra forma. D’eus. Seria um conjunto De Eu’s em um único ser, onde juntos fazemos fato esse termo. Tenho teorias sobre isso, mas é muito complexo, e juro que não conseguiria expressar em poucas palavras.

Como D’eus somos nós (ou se quiser acreditar que Deus é nosso pai, não nego), por que ele não nos daria tudo o que quiséssemos? Basta pedir. Um pai nunca negaria a seu filho algo bom pra ele, se ele tivesse condições para isso, e Deus é dono de tudo que existe.

Acho que sobre isso, fica mais bonito na minha cabeça do que em palavras, e não me sinto capaz de escrever mais sobre isso. Pra mim é super-real.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ontem eu descobri que de tudo que sou e tudo que amo, a coisa que mais tem a ver comigo é meu signo. Tudo que está escrito lá, realmente me descreve, parece que foi escrito pra mim. Pode parecer um monte de bobagens, mas é muito verdade.
Daí, como eu passei a minha vida toda pensando em qual tatuagem fazer, e nunca encontrando nada que possa virar uma cicatriz em meu corpo, marcando o que realmente sou, procurei símbolos do meu signo na internet e achei o que realmente faz parte de mim e seria tão perfeito no meu corpo, quanto em minha alma.
Não que isso queira dizer alguma coisa, na verdade quer, mas somente a mim. A pressão está aumentando, não sei ate quando agüento, para depois sair como um nômade por esse mundo louco e incrivelmente fascinante.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dum, du dum; dum, du dum; dum, du dum; dum, du dum...



Anika Noni Rose
Down in New Orleans



Aretha Franklin
Chain Of Fools

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mulher

Bolinar-te, passando minhas mãos pelo seu corpo vagarosamente, beijando-te e ouvir-te ofegante...
Posições inusitadas, e de uma forma não esperada, comer-te e ser comida com uma fome tão depravada que prazer seria mero apelido...
Ouvir seus ruídos e sentir seu cheiro de fêmea enlaçada ao meu corpo, sentir seu suor esfregando-se em meu corpo nu...
Não haver tempo, limites, nem cansaço...

sábado, 17 de abril de 2010

Saindo daquela sala de penumbras, com muitos espelhos e cheiro de cerveja vencida, o mundo parecia piada perto do nervosismo que podia sentir. Nossa, era tão incrível tudo isso, e ao mesmo tempo, impossível de acreditar. Como poderia ter conquistado tanto em tão pouco tempo? Sempre foi acreditado que quem tinha isso no sangue e na alma, faria dessa situação uma mera brincadeira de criança. Pois então ela não era criança.

Aquilo tudo era fascinante. Sentada a alguns metros do temido, esperando o momento que não teria como fugir, sabia que era tudo ou nada. E todos a queriam, a achavam destemida e incrível, mas não era bem assim, ela sabia que não era.

Ouviu, começaram os gritos, sua família fazendo uma sala e tanto para ela entrar e se sentir livre. Voar.

Deu dez passos e ela estava lá, na frente, para isso. Foi tão rápido. Ela podia voar. Não como um avião, mas sim como um pássaro grande e lindo, cor de ouro, uma vida preciosa.

Ela não era mais ela.

- Agora eu sei. Nasci pra isso.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Quando a noite chegar, a terra ficar escura, e o luar for a única luz que se vê, não vou ter medo enquanto você ficar comigo. E querida, querida, fique comigo, fique comigo, fique comigo...
Se o céu que contemplamos despencar e cair, e a montanha se desmoronar para o mar, não vou chorar, não, não vou derramar uma lágrima enquanto você ficar, ficar comigo. E querida, querida, fique comigo, fique comigo, fique comigo...

Enquanto tiveres problemas, não terás se estiveres comigo, fique comigo, fique comigo, fique comigo...
Stand By Me – John Lennon

Casa depois da vida

Me conforta lembrar que esta não é a minha casa, e que esta não é a minha vida. Que tudo pelo que passo é apenas uma escola onde as tarefas me foram postas de forma que não haveria possibilidade de não consegui-las passar.
Nesses últimos dias, confesso que andei um pouquinho frustrada. Parece que falta algo na minha vida, algo pelo que fui designada para fazer aqui onde estou. Não sei se é compreensível, às vezes até eu duvido da sanidade das minhas idéias, mas é simplesmente isso que eu sinto, uma dor no fundo do peito como se faltasse algo de mim.
Mas lembrando do meu reconforto, eu imagino que depois que terminar todo esse lance de missão e aprendizado, eu vou ir reconhecer a minha casa, a minha família (não que a de hoje não seja, mas me refiro da eterna), minha paz. Eu não consigo imaginar um lugar diferente pra mim do que uma varandinha com uma cadeira, e eu sentada lá, simples.

Uhmm

Acho que tenho muita coisa escondida aqui dentro e quero por na web. alguns meses, procurando pelo meu nome no google, achei um blog que fiz aos 15 anos, e vi que eu era muito triste. Nossa, como uma pessoa pode ser assim? Como eu pude ser assim?
Então, já que perder tempo com orkut está muito sem graça, e esse tal de twitter parece uma coisa fora do comum, pensei que talvez morrer por um blog não seria tão ruim assim. Acho que, depois de ter escrito uns 200 diários para ver se eu conseguiria me entender um dia, um blog seria fichinha.
Eu não estou começando hoje, sabe, na verdade faz mais ou menos uns 30 dias que eu abri essa conta no blogger, e ainda não tinha postado nada, mas o nome continua o mesmo. Acho que eu posso brincar um pouquinho aqui nas horas vagas (horas vagas?) e descobrir se eu tenho condições de estudar um pouco pra o que realmente interessa ou então descobrir se eu sou realmente capaz de fazer algo de útil.