terça-feira, 31 de janeiro de 2012


[...] e passa a nuvem junto com uma brisa suave deixando a natureza respirar uma pré-chuva. É a canção nupcial das flores, é a esperança de toda essa seca. As narinas dos animais já se movimentam em um aroma delicioso de que agora devem se esconder do que está por vir. Uma mistura de felicidade, depois de tanta expectativa. A brisa limpa as folhas secas da arvore, com sua umidade controlada. A nuvem baixa cria um ar branco, uma serração pouco densa, uma sensação de alívio. [...]

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Era uma vez um twitter que durou uma semana e foi excluído. Muito tempo depois o reabri e durou aproximadamente dois meses.

Hoje deletei dois perfis de Orkut e o Google+ que eu nunca tinha utilizado.

Próximo: Facebook

TPM fdp que me deixa assim.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012


Sabe aquela sensação de querer tudo ao mesmo tempo? Eu tenho isso o tempo todo durante a minha vida toda. Dizem que é coisa de sagitariano, e eu acho que pode até ser, mesmo não entendendo muito o porquê de as estrelas/galáxias e tudo o mais fazerem interferência nas pessoas de acordo com a época do ano em que nascem. Talvez isso tenha me feito aprender a manter a calma e a serenidade, mesmo que por dentro seja um constante turbilhão de sensações e vontades em um nível extremamente forte.

Daí, para sofrer menos com toda essa energia girando em meu corpo e cabeça, eu resolvi ser mais espontânea. A principio, eu achei que foi a escolha errada, pois como pensava muitas besteiras, conseqüentemente falava mais besteiras ainda (pois não pensava quase nada no que iria falar). Então com o tempo de espontaneidades, aprendi a lidar comigo mesma. Foi uma escola difícil, mas útil. Hoje não preciso pensar muito no que falar, respondo de acordo com o que eu acho, sem meios termos. Alcancei um nível de calma bacana comparado com a velocidade x1000 que eu estava o tempo todo.

Mesmo assim, a cabeça continua a mil.


BEEEP acabou o tempo de escrever.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012


E você sentada na minha frente, tímida e insegura, me olhando fundo nos olhos, como querendo entender o que se passa na minha cabeça. Ao mesmo tempo que tentando parecer serena. Parece que você nem percebe o quão penetrante é esse seu olhar, que chega a me deixar constrangida.

Você fala, e olha para o lado. Ufa, me sinto melhor agora, sem você me analisando dessa maneira. Parece que você entendeu o que estava fazendo e resolveu parar. Será que isso é inconsciente?

Agora com todo esse charme, eu é que não consigo parar de te olhar. A tua boca me chama, e eu não vou conseguir me controlar. Estou apenas seguindo o seu jogo não me aproximando muito, mas isso está me deixando louca! Eu quero te beijar e te ouvir ao mesmo tempo. Eu quero provar novamente todas aquelas sensações malucas que você me faz sentir. Quero olhar nos teus olhos também. Que emaranhado de vontades loucas em mim agora!

Eu estou na pontinha do precipício de me jogar por cima de você, fazer você sentir o meu cheiro e te fazer querer pegar todo o meu corpo para ti. Eu sei que você quer, mas tem essa mania de me deixar muito louca!

É agora.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012


Digamos que eu consiga segurar, me agüentar, não fraquejar. Digamos que isso seria o certo a ser feito. Podemos pensar que a abstinência não exista. Como também podemos pensar que seja apenas o controle pela mente.

Negligenciar os pensamentos e as vontades. Deixar de fazer o que não seria justo. Mandar os pensamentos ruins (momentaneamente/talvez nem tão ruins) para longe. Seguir a linha.

Seguir a linha.

Manter a mente focada, não pensar, não agir, não falar, não errar, não fraquejar. Me agüentar. Me segurar.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012


Querida, vê se me erra! Serio, por que tanto?

Às vezes você aparece, assim, do nada, sem convite, sem sentimento, sem a lembrança da tua existência. Literalmente chegando chegada.

Eu gostaria de mandar um foda-se a essa pessoa que ainda me inferniza mentalmente mesmo depois de tantos anos.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012


Como se fosse um conto infantil, só que mais bonito. Um laço, um sentimento, um pensamento forte. Uma pessoa forte. E não é só isso, é muito mais. Uma conversa importante, uma decisão difícil. Um início complicado com uma sensação de alívio. Apenas a sensação de alívio. Você comigo, apenas, sem pensar, sem falar, sem agir. Apenas. E uma vontade de que o tempo não precisasse passar. E mesmo com o tempo sendo curto, uma certeza. Eu sou de você. Você veio para mim. Simples, completo e eterno (enquanto for).

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012


Nada como uma rede e um bom livro para dizer que domingo é o melhor dia da semana de todos. Aquele ventinho passando entre os cabelos, aquele suco de uva que eu tanto gosto.

Domingos lembram tranqüilidade, lembram o quão bom é não ter nada para fazer, e não fazer nada. São aquelas horinhas depositadas em mim, em prol a mim, me dando atenção e me deixando liberta de mim mesma ao mesmo tempo. Sem obrigação te pensar, sem obrigação de ser, sem obrigação de levantar a bunda sem própria vontade.

Domingo da vontade também, como todos os outros dias.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012


Quando dei por mim, estava sozinho, provavelmente já pela madrugada, e com apenas a luz da lua cheia mostrando o chão. A principio, eu pensei que tivesse dado algum tipo de pane na eletricidade da cidade, mas não demorei muito para entender que era outro lugar.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012


Sou um produto. Esticado na prateleira, tentando fazer o meu papel de útil.

Eu não queria ser um produto. Eu queria brincar de pega-pega e me jogar no gramado. Sentir um pouco de vento no rosto e a adrenalina de poder me machucar. Manter os olhos abertos e o coração verde. Poder gritar bem alto para os bichos e me sentir livre.

Mas estou aqui, na prateleira, com o corpo fechado e a mente focada. Não estou pronta para entender que ser feliz é mais fácil do que ser perfeita. E que perfeição não traz felicidade.