[...] e passa a nuvem junto com uma brisa suave deixando a
natureza respirar uma pré-chuva. É a canção nupcial das flores, é a esperança
de toda essa seca. As narinas dos animais já se movimentam em um aroma
delicioso de que agora devem se esconder do que está por vir. Uma mistura de
felicidade, depois de tanta expectativa. A brisa limpa as folhas secas da
arvore, com sua umidade controlada. A nuvem baixa cria um ar branco, uma
serração pouco densa, uma sensação de alívio. [...]
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Sabe aquela sensação de querer tudo ao mesmo tempo? Eu tenho
isso o tempo todo durante a minha vida toda. Dizem que é coisa de sagitariano,
e eu acho que pode até ser, mesmo não entendendo muito o porquê de as estrelas/galáxias
e tudo o mais fazerem interferência nas pessoas de acordo com a época do ano em
que nascem. Talvez isso tenha me feito aprender a manter a calma e a
serenidade, mesmo que por dentro seja um constante turbilhão de sensações e
vontades em um nível extremamente forte.
Daí, para sofrer menos com toda essa energia girando em meu
corpo e cabeça, eu resolvi ser mais espontânea. A principio, eu achei que foi a
escolha errada, pois como pensava muitas besteiras, conseqüentemente falava
mais besteiras ainda (pois não pensava quase nada no que iria falar). Então com
o tempo de espontaneidades, aprendi a lidar comigo mesma. Foi uma escola difícil,
mas útil. Hoje não preciso pensar muito no que falar, respondo de acordo com o
que eu acho, sem meios termos. Alcancei um nível de calma bacana comparado com
a velocidade x1000 que eu estava o tempo todo.
Mesmo assim, a cabeça continua a mil.
BEEEP acabou o tempo de escrever.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
E você sentada na minha frente, tímida e insegura, me
olhando fundo nos olhos, como querendo entender o que se passa na minha cabeça. Ao mesmo tempo que tentando parecer serena. Parece que você nem percebe o quão penetrante é esse seu
olhar, que chega a me deixar constrangida.
Você fala, e olha para o lado. Ufa, me sinto melhor agora,
sem você me analisando dessa maneira. Parece que você entendeu o que estava
fazendo e resolveu parar. Será que isso é inconsciente?
Agora com todo esse charme, eu é que não consigo parar de te olhar. A
tua boca me chama, e eu não vou conseguir me controlar. Estou apenas seguindo o
seu jogo não me aproximando muito, mas isso está me deixando louca! Eu quero te
beijar e te ouvir ao mesmo tempo. Eu quero provar novamente todas aquelas
sensações malucas que você me faz sentir. Quero olhar nos teus olhos também. Que
emaranhado de vontades loucas em mim agora!
Eu estou na pontinha do precipício de me jogar por cima de
você, fazer você sentir o meu cheiro e te fazer querer pegar todo o meu corpo para
ti. Eu sei que você quer, mas tem essa mania de me deixar muito louca!
É agora.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Digamos que
eu consiga segurar, me agüentar, não fraquejar. Digamos que isso seria o certo
a ser feito. Podemos pensar que a abstinência não exista. Como também podemos
pensar que seja apenas o controle pela mente.
Negligenciar
os pensamentos e as vontades. Deixar de fazer o que não seria justo. Mandar os
pensamentos ruins (momentaneamente/talvez nem tão ruins) para longe. Seguir a
linha.
Seguir a
linha.
Manter a
mente focada, não pensar, não agir, não falar, não errar, não fraquejar. Me agüentar.
Me segurar.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Como se fosse um conto infantil, só que mais bonito. Um laço,
um sentimento, um pensamento forte. Uma pessoa forte. E não é só isso, é muito
mais. Uma conversa importante, uma decisão difícil. Um início complicado com
uma sensação de alívio. Apenas a sensação de alívio. Você comigo, apenas, sem
pensar, sem falar, sem agir. Apenas. E uma vontade de que o tempo não
precisasse passar. E mesmo com o tempo sendo curto, uma certeza. Eu sou de
você. Você veio para mim. Simples, completo e eterno (enquanto for).
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Nada como uma rede e um bom livro para dizer que domingo é o
melhor dia da semana de todos. Aquele ventinho passando entre os cabelos,
aquele suco de uva que eu tanto gosto.
Domingos lembram tranqüilidade, lembram o quão bom é não ter
nada para fazer, e não fazer nada. São aquelas horinhas depositadas em mim, em
prol a mim, me dando atenção e me deixando liberta de mim mesma ao mesmo tempo.
Sem obrigação te pensar, sem obrigação de ser, sem obrigação de levantar a
bunda sem própria vontade.
Domingo da vontade também, como todos os outros dias.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Eu não queria ser um produto. Eu queria brincar de pega-pega
e me jogar no gramado. Sentir um pouco de vento no rosto e a adrenalina de
poder me machucar. Manter os olhos abertos e o coração verde. Poder gritar bem
alto para os bichos e me sentir livre.
Mas estou aqui, na prateleira, com o corpo fechado e a mente
focada. Não estou pronta para entender que ser feliz é mais fácil do que ser
perfeita. E que perfeição não traz felicidade.
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