sexta-feira, 25 de novembro de 2011


Se tiver uma coisa que mulher sente nojo, é de homem que fica se passando sem o consentimento dela.  Aquele homem que passa a mão, que agarra e que faz gestos obscenos pra ela ver, que acha que ser porco é ser sexy. Mulher, independente de qual, acha isso a coisa mais nojenta do mundo.

A mulher não é grosseira, ela não tem coragem de mandar ele à merda como ela realmente gostaria, mas pelo contrario, fala com toda a delicadeza do mundo pedindo para ele parar e se afastar. Porém delicadeza também tem limites. Quando a mulher chega ao ponto de gritar e ficar puta da cara, é por que, meu caro, ela nunca mais chegará a confiar em você, vai sempre policiar-te contando metros e centímetros, e se tiver que dividir o mesmo cômodo com você, sentará na cadeira mais longe o possível.

Tem homens que acham que pedir para sair com a delicadeza de uma mulher é uma forma de fazer charme, e que elas estão realmente afins. Mas cada vez que um cara tem uma atitude dessas, a mulher imagina um caminhoneiro gordo e suado coçando o saco. Por isso que esses caras só pegam vagabundas, pois são o tipo de mulher no qual os homens de verdade não gostam.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011


Uma vez eu olhava o Orkut, via umas fotos vulgares que umas gurias loucas postavam, e eu achava muito ridículo.

Hoje minhas amigas fazem isso ¬¬’ .

Eu não sei o que está acontecendo. Minha irmã me disse que elas estão fazendo propaganda delas mesmas para os caras quererem comê-las! Gente!!! Será que elas não sabem que isso é horrível e que só vai piorar a situação delas?

Hoje em dia todo mundo quer exclusividade. Ninguém se interessa por esse tipo de gente que quer aparecer. Por que um cara vai querer namorar com uma guria onde todos os amigos dele já conhecem sua bunda, seu corpo, e pior ainda, sabem apenas olhando fotos até como ela é na cama???
 
Não que eu esteja certa a respeito disso, mas acho que esse tipo de pensamento é “meio que geral” (contraditório, eu sei). Elas acham que estão fazendo grande coisa. É a mesma coisa de uma garota querer achar um homem honesto, trabalhador e com toda aquela teoria linda, procurando em festas, dando para todos, fazendo coisas meio erradas perante a sociedade e a higiene, e na realidade o homem da vida dela está na missa!

Realiza baby!

Se você gosta de balada, sai com os teus amigos e espera o “negócio” acontecer. Não corre atrás por que assim tu vai estar se transformando em uma puta. Deixei o recado, e por favor, são ridículas as tuas fotos mesmo. Tu ta queimando o teu filme.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Momento decepção


Eu não sei você, mas eu definitivamente não tenho sorte.

Eu nunca ganhei no bicho, nunca ganhei uma rifa, eu nunca acertei o numero que ia dar na tele sena, eu nunca ganhei nenhum premio na loteria (nem que fosse de R$ 2,00), mas nunca mesmo! Mas de nenhum tipo!

Quando eu comento o que vai acontecer, o que eu gostaria que acontecesse, como deveria ser, e etc., nunca acontece. Se tiver 90% de chances de acontecer e eu comento com alguém, os 10% sobressaem-se.

Hoje eu preenchi uns cupons para prêmios de algum lugar ai que eu nem sei onde é. Daí meu pai me mandou por no meu nome. Tinha uns 15, eu acho. Eu pus quatro com o meu nome e me dei conta que eu estava fazendo uma burrada. Daí eu pus o resto no nome da minha mãe e da minha irmã. Foi a coisa mais inteligente que eu fiz no dia. Provavelmente elas tem no mínimo 5x mais sorte do que eu.

Mas em compensação, eu nunca precisei de sorte, sempre agi com minha própria capacidade, fui humilde, ajudei sem esperar nada em troca, e fui ajudada. Eu sempre consegui o que eu precisei e o que eu quis.


Mas uma sortezinha não faria mal a ninguém né hehehe.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011


Tem coisas que nos tiram do ar. Literalmente. Coisas ruins e coisas boas. Aquela preocupação que vem pra tirar a sua concentração, que tira a sua paz, que te da dor de cabeça, que te incomoda e te estressa, que te faz perder o ar. Ou: Aquela pessoa que vem pra tirar a sua concentração, que tira a sua paz, que te da frio na barriga, que te alivia e te faz suspirar, que te faz perder o ar.

É sensações opostas, porem, semelhantes. Juntas, é aqueles tipos de droga que faz o seu corpo ir do extremo, ao extremo. Será que os batimentos cardíacos são os mesmos? Quem garante que a felicidade não pode ser um tipo de estresse, só que o que causa boas sensações?

Tipo, do mesmo modo que estamos no auge da excitação, é bem parecido com o auge do estresse. O que muda é a felicidade ou a tristeza (ou raiva, etc.).

Um exemplo palpável, o dinheiro. Como ele causa boas sensações, ele também causa sensações horríveis. Quando te perguntarem se você gosta do simbolismo do dinheiro, você vai dizer que sim, ama e tal. Mas e a falta dele? Não deixa de ser o símbolo, mesmo na falta.

Digo o mesmo quando se trata de amor (amor existe?). Enfim, ele é lindo quando lido em poemas, cartas, livros. Mas só se sofre por amor. Então, é a mesma coisa. Porem nesse caso, só é bom na teoria.

Dizem que o mal existe para podermos enxergar o bem. O mesmo do escuro, a ausência da luz, enfim, só existe para sentirmos falta do bem e darmos valor a isso. Mas por quê? Parece que fomos feitos para sofrer, e assim querermos parar com isso (???).

Todos no mundo estão atrás de felicidade, até aquela pessoa que só faz merda, e você pensa: “essa pessoa aí não quer o bem pra ela, só quer a desgraça, é impossível querer o bem fazendo isso”. A explicação é que ela faz isso da forma errada, e eu e você também fazemos da forma errada, porem achamos ser o certo, como ela.

Quem sabe o que é o certo e o errado? Quem é o dono da razão? Se errar é humano, e isso é a coisa mais natural do mundo, e pensando que a probabilidade de haver ao menos uma pessoa no mundo com a razão é remota, quem poderia me afirmar que as regras, leis e formas de vivencia nesse mundo são as corretas? E não só isso. Moda, formas, jeitos, estilos, como fazer, como portar, como lidar...

Pensando nisso, só tenho a dizer que o certo e o errado estão dentro de cada um de nós. Existe o meu certo, e existe o seu certo, existe o certo de cada um, e nem um deve ser esnobado. Estresse, dinheiro, amor. Sofre quem quer. Não sofre quem consegue não se importar.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011


Todo mundo tem o seu momento, e independente de qual, ele deve ser respeitado. Quando eu fico triste, eu quero ficar triste. Quando eu fico raivosa, eu quero ficar raivosa. Eu mereço respeito, inclusive.

Eu não preciso ficar explicando. E não faço questão, inclusive.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

História

Eu amo meu carro, minha coleção de discos, e a minha casa nova. Estudei muito, e já tarde conheci uma mulher maravilhosa. Tive filhos, mas mal posso vê-los, pois trabalho muito para sustentá-los. Guardo dinheiro para fazer futuros investimentos, mas não tenho nada em vista. Mal vejo meus pais e parentes. Mas minha vida é boa!

Morri pela primeira vez. Senti-me extremamente arrependido, me senti até um pouco abandonado pelas minhas coisas. Deixei para traz as coisas que achava mais importante, meu carro, minha coleção de discos, a casa que eu havia a pouco terminado de quitar o financiamento. Meu emprego, que depois de estudar muitos anos, precisei ainda, com muito suor, trabalhar incansavelmente noites e noites para crescer. Minhas economias ficaram lá no banco, intocáveis por muito tempo, e agora, estou aqui, sem elas.

Voltei à vida. Comprei um carro maior, onde coubesse minha família e meu cachorro novo. Vendi minha coleção de discos e comprei CDs, no qual eu pudesse ouvir em qualquer lugar. Financiei uma casa na praia. Com o mesmo emprego, subi para um cargo onde eu ganhasse um salário maior, porém trabalhava mais também. Nas férias, gastava minhas economias indo à praia com a minha família.
 
Morri pela segunda vez. Me arrependi de ter comprado o carro maior e financiado uma casa na praia. Deixei muitas dividas para a minha esposa e meus filhos ainda adolescentes. Já, meus CDs não tinham muito valor emocional quanto tinham os discos. Meus filhos não tinham faculdade paga, pois havia gasto todas as economias curtindo as férias, e mesmo assim, mal os via durante o ano.

Voltei à vida. Paguei o carro e resolvi que não precisava de um novo. Vendi a casa da praia, e começamos a viajar muito menos, portanto, íamos a campings, fazíamos piqueniques e íamos a rios todos os fins de semana. Segui no mesmo emprego, no entanto, trabalhando bem menos. Jantava em casa, assistia a filmes com minha esposa e até aos jogos de futebol na TV com os amigos. Sobrava dinheiro, então arrumei uma amante. Inventei viagens de negocio para minha esposa, e gastei muito dinheiro com a amante. Não ia mais aos campings, não fazia mais piqueniques, não fui mais nos rios.

Morri pela terceira vez. Minha esposa triste, pois eu não transava mais com ela. Sabia de tudo e não me disse nada. Ela me amava e não teve coragem de pedir o divorcio. Aturou-me assim por alguns anos. Sinto-me envergonhado. Meus filhos, já adultos pegaram os acontecimentos no ar. Eles já não me amavam como antes, não me admiravam como antes. Fizeram suas famílias e se distanciaram de mim antes de morrer. Sinto-me sozinho. Solitário. Um morto solitário.

Voltei à vida. Minha esposa passou a amar-se mais do que amar a mim. Pediu o divorcio, e eu, entendendo meu erro, aceitei e assinei os papeis. Estou eu, meu carro e meus CDs, pois a casa e o cachorro ficaram com ela. Já não tenho economias e me sinto velho. Meu emprego eu perdi, pois rapazes mais novos e mais dispostos do que eu podem exercer minha função com mais energia. Já não ganho lá aquelas coisas, pois tive que me aposentar. Quem daria um emprego a um velho como eu? Meus filhos me ligam às vezes para saberem se eu ainda estou vivo. Moro em uma pensãozinha barata. Meu carro é grande, porem velho. Ele da muito problema, então eu o vendi. Com o dinheiro, fiz uma cirurgia de apêndice, que já não me deixava mais dormir. Meu colesterol estourou, minha diabetes apareceu. Meu corpo já não agüenta mais.
 
Morri pela ultima vez. Trabalhei demais. Meu corpo já não era mais como antigamente, quando eu estudava e achava que eu podia tudo. Gastei demais. Mesmo meus filhos não me amando como antes, me arrependo de não ter preparado o futuro deles. Amei-me demais. Perdi minha mulher e minha família brincando de ser super-homem quando eu era apenas um pai de família irresponsável. Deixei de sorrir e de ajudar por egoísmo. Morri como um velho sem alma, e me arrependo. Muito.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Timidez


Li em um blog que timidez é fofinho (??????????????????). Cara, eu não acho isso. É tri ruim ser tímida. Daí tu deve estar pensando: do que a Pê ta falando? Ela? Timida????????

Sim. Acredite se quiser. Eu sou extremamente tímida. Sagitarianos têm a mania de se auto-afirmar, tentando ser o que gostaria de ser, forçando a isso. Geralmente funciona, mas aquilo que tu eras no original continua ali, mesmo que no fundinho.

Eu sou tímida. Eu não tenho coragem para algumas coisas também. Tipo quando eu to afim de alguém.

Também eu tenho dificuldade para dizer o que eu penso quando está me abalando. Significa que: quando eu estou sofrendo por alguma coisa, quando o sentimento é muito forte, eu não consigo falar.

Daí uma amiga diz: para de escrever as coisas no blog e fala cara! MAS EU NÃO CONSIGO!!! Que droga.

Já que uma amiga tocou nesse assunto...

Bom, eu sempre tive relacionamentos com pessoas legais. Quando sério, é claro. Fui chamada de menina para casar, fui comparada com os mais diversos tipos de pessoas, e também, me amaram mesmo me odiando, em diversas ocasiões.

Disseram que eu tenho estilo, que eu provoco e que eu consigo o que eu quero. Disseram-me que eu seria a única de todas as meninas. Quiseram-me e não quiseram ao mesmo tempo. Tiveram medo de me fazer sofrer, e tiveram medo de sofrer.


Disseram-me que eu não valia nada, mas iam para a cama comigo, e voltavam. Ensaiaram piadas, poses, dizeres e tentaram me conquistar. Os únicos que conseguiram, foram os que não tentaram.

Tentaram descobrir meus segredos, mas descobriram por fim que nem eu os conheço, que apenas sou sincera e espontânea. Descobriram que aquela pessoa forte era mais sensível do que poderiam imaginar.

Ficaram a sós comigo e com medo do desconhecido. Eu disse que nada faria sem o consentimento. E me beijaram.

Disseram que eu sou a amiga mais show que conheceram, e disseram que eu sou demais. Notaram que eu viro o rosto quando ficavam nuas na minha frente. E começaram a forçar, tirando a roupa o tempo todo.

Chamaram-me esperando que eu tentasse. Entenderam que eu nunca iria entender indiretas tão “IN”.  Ficaram gostosas. De nada adiantou, então me agarraram.


Não é que eu seja passada, muito pelo contrário, apenas vivi bastante. Prezo uma amizade mil. Eu amo tanto meus amigos que posso até confundir por paixão. Mas é só até cair à ficha. Gosto mesmo é de coisas, que não devem ser ditas nesse post.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011


Uma pausa no trabalho escravo, e algumas palavras. Diga-se de passagem, que essas palavras vêm de uma pessoa que erra bastante, porem, em constante evolução, torna-se com o tempo um ser aceito no mundo dos deuses.

Mundo dos deuses.

Deuses esses, que apenas são deuses na hora de julgar. Diria que eles erram um pouco mais que eu, porém seu dedo indicador folhado a ouro celestial, diz tudo, sabe tudo, e sabe até qual seria o melhor caminho para eu tomar.

Todos são deuses na hora de julgar outra pessoa. Lembrando, que por ser um ser supremo, realmente deveria saber o que se passa. Entretanto, nada se sabe, apenas se imagina, como se fossem deuses magos com uma pequena/gigantesca bola de cristal onde aí tudo se adivinha. Detalhe: adivinham e falam como deveria de ser as situações, com o ar mais áureo possível, com os olhos cheios de sabedoria, e a boca com dentes afiados e uma língua comprida.

Digo, por fim, que as cobras que se olham no espelho e vêem anjos, estão sujando o chão por onde caminhamos, e sua saliva fica impregnada em nossos calçados, e entramos nas nossas casas e deixamos ali, sujo, todo o carpete onde as nossas crianças andam de pés descalços.