segunda-feira, 30 de maio de 2011

Eu encontrei-a quando não quis mais procurar o meu amor, e o quanto levou foi pra eu merecer, antes um mês e eu já não sei. E até quem me vê lendo jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei.

E ninguém dirá que é tarde demais, que é tão diferente assim. Do nosso amor a gente é quem sabe, pequena.

Ah vai, me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém a fim de te acompanhar, e se o caso for de ir a praia eu levo essa casa numa sacola.

Eu encontrei-a e quis duvidar, tanto clichê deve não ser. Você me falou pra eu não me preocupar, ter fé e ver coragem no amor.

E só de te ver eu penso em trocar a minha tv num jeito de te levar a qualquer lugar que você queira, e ir onde o vento for, que pra nós dois sair de casa já é se aventurar.

Ah vai, me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém afim de te acompanhar, e se o tempo for te levar eu sigo essa hora eu pego carona pra te acompanhar.

Los Hermanos
O bom da vida mesmo é o divertimento, a aventura, a curtição. Acho que ao invés de nos privarmos disso, deveríamos parar de nos estressar com coisas banais, que você tem certeza não dar em nada. Aproveitar mais nossos minutos e segundos com pessoas divertidas, que nos fazem bem. Aproveitar curtindo ao som de um Pink Floyd. Assistir Cheech and Chong com alguns amigos bacanas em um sábado à tarde, jogar vídeo-game a madrugada inteira, ou ir para uma festa ouvir musica ruim, mas tendo a certeza da diversão na certa.

Cara. Sair de casa sem rumo, caminhando indeliberadamente a lugar nenhum. Conversar com aqueles amigos antigos, conhecer gente nova. Correr pela calçada. Beber e jogar cartas...

Inverno.

Ah, quem diria o inverno ser tão divertido. Acho que isso é coisa de aventureiro. Bobo daquele que não entra na onda. A fraqueza está na falta de fé nas coisas boas.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

As vezes eu não consigo expressar os meus sentimentos em palavras. Então me da vontade de deixar pontos e virgulas. As vezes não tem como dizer. As vezes simplesmente não sai. As vezes o que eu sinto, nem eu entendo.


domingo, 22 de maio de 2011

E longe de mim estarás se nada me trouxer. Guio-te e nada peço a ti, da mesma forma de onde está sua alma, e que de nada vale longe daqui. Estas são suas escolhas, de onde sabes ganhar com simplicidade algo que de nada vale até sua estrutura firmar-se e assim de matéria alimentar-se. Ou não. Digo-lhe que ouro não vale nada até que alguém dê valor a ele.

Neste caso, diria que o mundo em que você vive, é o mesmo mundo você que vê. Você vê cinzas, ou o ouro, na mesma pedra. Depende do ponto de vista. Você vê o ouro, mas o enxerga como cinzas. Poderias estar juntando riquezas facultativas, porem, as cinzas de nada valem. Então tudo bem. Ou não.

Tudo na nossa vida são escolhas. Você faz as suas, eu faço as minhas. Todo o tempo.

E as escolhas são como uma argila. A cada movimento com suas mãos, ela muda de forma, e jamais voltará à forma anterior, por mais que tente, é algo perdido, e é perda de tempo tentar retomar o perdido.

Bola para frente. E digo isso a ti, por que desse termo já aprendi faz tempo.

Não pense que o mundo conspira ao seu favor o tempo todo. Às vezes deixar acontecer não resolve nada. Tem vezes que um dedinho esperto resolve muitos problemas. Ou cria. Tem que fazer as escolhas certas o tempo todo. E aí?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ei, eu quero te dar um beijo!
A vida, às vezes, nos reserva coisas que achamos injustas. Às vezes, gostar de alguém faz nos sentirmos fracos e vulneráveis. Às vezes sofremos por que queremos, fazemos a nossa escolha de estar nessa situação. Às vezes não temos tanta escolha assim para o sentimento.

Às vezes a vida nos reserva coisas maravilhosas, que não em são fotos, nem em frases que definem o momento. Às vezes vemos uma cena digna de um cartão postal, e queremos fechar os olhos e deixar essa imagem gravada dentro de nossas pálpebras. Tem vezes que o êxtase é tanto, que é mais que apenas um lugar, é um momento único, é a explicação da felicidade.

Às vezes, as situações viram contra nós, e nos mostra que nem tudo que era perfeito era tão perfeito assim, ou que o ruim sempre tem seu lado bom. Mostra-nos que não existe bem ou mal, mas existe a intenção boa ou ruim, que qualquer um tem o direito da escolha, que ninguém é obrigado a seguir um destino, ou de viver a vida de outro alguém por que não teve escolha.

A gente nota que tudo é baseado em escolhas, que onde estamos hoje é o caminho que escolhemos seguir a alguns passos atrás, e que não existe volta. Notamos que nada nos guia, colhemos o que plantamos, e as sementes são as que escolhemos plantar, onde plantar, em que solo pisar, a que sol seguir, e as pessoas ao nosso redor são semeadores também, que semeiam ao lado da sua plantação. A peste, a fruta podre, o mato. Escolhas. Às vezes, somos o mato. Você é a peste. Ele é a fruta podre.

Sentimos quando nossa vida está ruim, quando está boa. Reparamos que do bom para o ruim é muito rápido, mas do ruim para o bom é muito demorado e custoso. Que fazer o bem todos os dias é uma dádiva, nos torna santos. Fazer o mal uma vez é o suficiente para irmos ao inferno. Não há compaixão, não somos irmãos. Apenas sofremos em um mundo triste e sem solução. E a vida continua nos reservando coisas, e a sua missão é escolher que caminho trilhar.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Agora que eu estou começando a me dedicar mais aos estudos instrumentais, to aprendendo a chorar pela guitarra, a falar pelo violão, e a dançar pelo contra baixo.


A guitarra é melancólica. Ela quer chorar. Ela pede frases pequenas quando se ouve blues, e pelo blues ela tem sentimento. Já no rock, ela é violenta. Ela chora, mas com rapidez, e com lagrimas fortes. Ela grita de desespero. Já não pede compaixão, por que desse tipo de sentimento, ela já sente por si mesma.


O violão é delicado. Ele explica as situações. Ele dá uma choradinha, mas só de vez em quando, e é aquela miadinha que dá enquanto se fala, explicando. Ele leva as palavras com simplicidade, fácil, deixando você à vontade para entender de acordo com seu estado de espírito. O violão pede a você, apenas atenção.


O contra baixo quer te fazer balançar. Ele não chora, não é delicado. Extroversão. Ele emite um clima de festa, ou de desespero. Ele tem a força de guiar as pessoas para onde ele decidir. Diz-se para nós como nosso guiador, e estamos literalmente atrás dele. Quando ele nos manda dançar, dançamos. Quando ele nos manda calar, calamos. Quando ele manda dormir, dormimos. É o guia. Ele não explica, ele manda.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Vejo o que me faz ver o que eu queria ser
Sempre na ilusão que é fácil assim
Eu nunca pedi nada

Com ou sem medo me entrego sempre
Pra idéia que é mais certo assim
Eu nunca pedi nada

Mas se alguém me dissesse que eu estou errado
Para onde eu fugiria?
Mas se alguém me mostrasse que eu estou errado
O que de mim seria?

Nunca planejei como nunca almejei
E eu consegui como se na sorte
Como eu poderia ser

Bem mais fácil que eu imaginaria
Sem acreditar que existe sorte
Como eu poderia ser

Mas se alguém me dissesse que eu estou errado
Para onde eu fugiria?
Mas se alguém me mostrasse que eu estou errado
O que de mim seria?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A guerra está dentro de você. A luta é interna, é intensa. A falta de compreensão explica sua condição, e explica que não tem controle sobre seu corpo. Uma luta intensa, onde machuca seu corpo, e doe, e não aparecem marcas visíveis pra quem o examina, mas machuca, e doe.

A luta é de um lado de você contra o outro lado. Um segura o outro para não se soltar. Depende o caso, se é necessário ou não, mas mesmo assim, doe. E passa o tempo todo confuso, numa bagunça, e às vezes você nem notou o grau dessa guerra, mas é evidente pra quem à vê e entende.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

"EU NUNCA DISSE SER NORMAL"
O que é ser normal?
Vezes que você acha que está tão perto, e fica feliz ao saber que não. Vezes que você fica triste por pensar no não, e ganha o sim. Vezes que o difícil é incrível, e sua vontade é de querer mais.


Jogo.

Gosto quando me provoca, gosto também quando diz que não quer. Gosto quando passamos semanas simulando uma historinha, e às vezes não da em nada. Gosto quando da também.

Gosto quando tudo se torna interessante. Gosto de sentir o seu cheiro, e de quando você me deixa senti-lo. Gosto de brincadeirinhas, só nossas. Gosto de conversar, sobre coisas.
Longe de estar perto, as ruínas de um ser esperto. Tão forte a fúria vinda, diz-se ser tão fácil tornar-se viril, que se sucumbe ao desejo, e deixa-se de ser um Homero. Passa-se a ser mero animal, usando de seu próprio corpo por simples prazer. Torna-se fraco. Torna-se um poeta completo.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Em um mundo onde os jovens sofrem de amor, ou da falta dele, onde os interesses não passam de sexuais ou da aparência, tem ainda gente que da bola pra sociedade. Corrompidos pela tristeza, pelo ódio e pelo excesso de liberdade, todos estão ficando revoltados. Mas revoltam-se com coisas banais, com fatos que em algumas semanas serão esquecidos, e enchem-se cabeças com titica e as coisas realmente importantes ficam de lado.

Profissões viraram medíocres. Médicos são médicos pelos salários, e acaba-se paixão, sonho, vontade. Oficiais são oficiais pelos salários, e a pátria apenas serve para paga-lo. Acabou o amor próprio. Acabou o amor.

Ninguém mais ama. Casamentos são por conveniência, relacionamentos são por conveniência, e todos já têm na cabeça que o amor não existe, que ninguém é perfeito e que não adianta procurar o príncipe encantado. Simplesmente ficam, transam, namoram e acabam, com milhões de pessoas, até achar essa conveniência, ou ao menos alguém que o ature.

Acabou a fé. Só existe razão. Razão de nada.

Todos acham que estão com razão. Errantes ignorantes. Já não vale a pena conversar com as pessoas, só existem banalidades a serem ditas. Foi-se o tempo em que as pessoas ainda eram humanas.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Como eu acho feia a língua portuguesa. Parece que as palavras não combinam. As rimas são entre classes gramaticais ismãzinhas, não tem como fazer um poema sobre colchão e parede. Daí tu Poe um verbo, e outro verbo, e assim por diante com o restante desses troços que eu não entendo nada aff. Apenas sei que amor rima com dor, que rima com cor que rima com inalador, que rima com botador... e não se faz nada com isso.

Deixo a critério de vocês criarem um poema, ou uma frase bonitinha e rimada para as pessoas lerem. Eu desisto.

Daí tu vê o inglês, que, bunda rima com céu, que rima com suspiro, que rima com amor incondicional, que rima com você...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Perguntaram-me se gosto de escrever.

Digamos que sim (hehe). Desde bem nova, eu descobri conseguir expulsar acumulo de sentimentos, pensamentos e ideias, pondo tudo no papel. Comecei escrevendo cartas, depois escrevendo musicas, e hoje, escrevo para o blog. Sim, decadência, porem minhas amigas das cartas estão umas dispersas, namorando, viajando e outras mudaram de cidade... Já não tenho “musa inspiradora” para as canções, mesmo conseguindo fazer sair algo daqui, e o blog é bem eclético, tanto no escrever quanto nos assuntos.

Sim, eu gosto de escrever. Hoje não estou inspirada. Estou é com fome. Depois “bosto” alguma coisa (não garanto que seja interessante, ou legal).

PS: odeio ler blogs e ver esses comentários idiotas, como esse post.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

“Vá e salve-se, e tire isso de mim.”

Até quando alguém consegue manter-se próximo a uma pessoa dependente química das drogas? Uma mãe, um pai, alguém que o ama muito, tentando ajudar.

Imagine você, convivendo com alguém assim.

Dependentes são fracos. Eles não têm amor próprio, não conseguem escolher por si. E se dar por uma pessoa dessas é doar todo o seu tempo a um zumbi doente, que precisa de ajuda, mas não quer.

A dependência química é o fim do poço da vida de um humano. É o auge da desgraça. Para explicar, imagina alguém num quarto vazio e escuro, penumbra, trancado dentro por meses. Solidão, tristeza, vontade da morte. E todos os sentimentos que sentiria nesse quarto, multiplicados.

E você, ao lado dessa pessoa, vendo o que acontece claro, tendo que tentar levantar um corpo quase morto. Tens que ser uma pessoa muito boa.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Tem gente que tem um dom pra lidar com mulher que Deus-me-livre.

Gente que pega, que come, e que não ta nem aí. E sabe do que elas gostam? De exatamente isso. É aí que elas se apegam mesmo, que elas sentem a indiferença e se entregam na hora. Ela quer alguém com pegada, que a faça se sentir mulher.

É assim que age o cretino, o cafajeste, e são desses que elas gostam. Esses, geralmente, têm varias mulheres, e são simplesmente as mais gostosas. Esses escolhem quem pegar. Esses maltratam, e depois de uns meses voltam a tratar bem, e elas viram gatinhas manhosas, loucas pra sentir aquelas sensações novamente. Esse é discreto, como elas gostam.

Mulher não gosta de delicado, de queridinho, de amorzinho. Ela quer gritar, quer ficar nua e sentir mãos passando por todo o seu corpo. Ela quer sentir-se desejada, e não amada. Mulher gosta mais de sexo do que deixa perceber.

Enquanto o cafajeste caminha pela rua, e você não faz a mínima idéia de que seja, por que ele é como um super-herói, ao dia Clark Kent, à noite Super-Homem.

terça-feira, 3 de maio de 2011

"Existem atitudes, que deixam as pessoas insuportaveis."
É como se algo grande estivesse apenas me esperando, e a sensação disso é ampla, que vai do êxtase até a frustração, dizendo a mim mesma, que da mesma forma que me espera, já poderia ser meu.

Não sei mais se fico feliz ou triste sentindo isso. E é tão estranho... Sinto-me com quatorze anos novamente, perdida e sem entender nada. Como se o mundo fosse uma boca cheia de dentes pronto pra me devorar. E isso me dá medo.

Ao mesmo tempo em que me sinto madura o suficiente e pronta pra me atirar de cabeça em sei lá o que. Como se fosse uma pedra dura, que eu quebraria apenas com o olhar. Por que eu estou pronta pra isso.

Essas sensações... Agora nem sei dizer se gostaria que parassem ou que ficassem mais fortes.