A vida, às vezes, nos reserva coisas que achamos injustas. Às vezes, gostar de alguém faz nos sentirmos fracos e vulneráveis. Às vezes sofremos por que queremos, fazemos a nossa escolha de estar nessa situação. Às vezes não temos tanta escolha assim para o sentimento.
Às vezes a vida nos reserva coisas maravilhosas, que não em são fotos, nem em frases que definem o momento. Às vezes vemos uma cena digna de um cartão postal, e queremos fechar os olhos e deixar essa imagem gravada dentro de nossas pálpebras. Tem vezes que o êxtase é tanto, que é mais que apenas um lugar, é um momento único, é a explicação da felicidade.
Às vezes, as situações viram contra nós, e nos mostra que nem tudo que era perfeito era tão perfeito assim, ou que o ruim sempre tem seu lado bom. Mostra-nos que não existe bem ou mal, mas existe a intenção boa ou ruim, que qualquer um tem o direito da escolha, que ninguém é obrigado a seguir um destino, ou de viver a vida de outro alguém por que não teve escolha.
A gente nota que tudo é baseado em escolhas, que onde estamos hoje é o caminho que escolhemos seguir a alguns passos atrás, e que não existe volta. Notamos que nada nos guia, colhemos o que plantamos, e as sementes são as que escolhemos plantar, onde plantar, em que solo pisar, a que sol seguir, e as pessoas ao nosso redor são semeadores também, que semeiam ao lado da sua plantação. A peste, a fruta podre, o mato. Escolhas. Às vezes, somos o mato. Você é a peste. Ele é a fruta podre.
Sentimos quando nossa vida está ruim, quando está boa. Reparamos que do bom para o ruim é muito rápido, mas do ruim para o bom é muito demorado e custoso. Que fazer o bem todos os dias é uma dádiva, nos torna santos. Fazer o mal uma vez é o suficiente para irmos ao inferno. Não há compaixão, não somos irmãos. Apenas sofremos em um mundo triste e sem solução. E a vida continua nos reservando coisas, e a sua missão é escolher que caminho trilhar.