(texto escrito em 1994 pela minha irmã)
Depois de seis dias exaustivos, na frente do monitor, Deus terminou seu trabalho. Estava pronto e armazenado em seu HD o seu universo online, com céu, terra, mar, animais, Guaporé, Dois Lageados e União da Serra. No dia seguinte, o sétimo, decidiu Deus que faltava algo a sua criação virtual. Não sabia exatamente o que, talvez mais uma espécie de girafa, ou um porco de outra cor, ou quem sabe uma aranha com menos pernas. Indeciso, fez o Guaporense, uma criatura meio estranha, que, ao contrario dos vírus, não se aperfeiçoou com o tempo, basta que se diga que votou 2 vezes no Fernando Henrique e que permite que o Fernando Alvez ainda trabalha na policia militar. Ele, o todo poderoso, viu que o Guaporense não era lá grande coisa, mas, convencido de que Deus nunca erra, resolveu não destruir simplesmente o Guaporense, mas sim consertar as coisas. Quem sabe uma atualização... Vendo Deus que o Guaporense estava solitário no inferno, digo, no paraíso, decidiu dar-lhe uma companhia, e de uma costela, fez para o Guaporense um computador, criando a imagem e semelhança de sua própria maquina, só que com menos memória e sem multimídia, por que para essa montoeira de colonos filho da puta e fedorentos de asa... ah, digo, para essa Gguaporençada, já seria mordomia demais... Deus proibiu o Guaporense, no entanto, de provar o fruto proibido. Mas o Guaporense não resistiu, pois Deus esqueceu que em sua terra havia o fodódromo, digo, o Autódromo Internacional de Guaporé. Mesmo assim, o pecado foi contornável, e deus não deu bola, e fez de conta que não viu nada. No entanto, o homem foi tentado novamente, e desta vez por uma serpente bem pior: O Fernando Postal, e por este motivo instalou o Windows 90 e alguma coisa pois não me lembro bem em que ano ele foi eleito o “dirigidor” de Guaporé, afinal, a memória dos que não são Guaporenses mas moram aqui pode ser afetada pelo vírus. Deus, ao se sentir contrariado, naturalmente expulsou o Guaporense do inferno, digo, do paraíso, mas manteve a serpente uma atitude copiada até hoje pelos petistas. Um detalhe, desgraça pouca é bobagem, só assim para explicar que boa parte dos Guaporenses votou em o Antonio Brito. Passou-se um bom tempo, o Guaporense foi crescendo, multiplicando e os problemas aumentando. Antes de desistir completamente de sua criação, Deus lançou vários planos econômicos, sendo o mais radical de todos, o dilúvio, que não trouxe outra coisa se não só criticas a sua administração. Decidido a economizar tempo e espaço, digitou o apocalipse e deu “enter”. Hoje, Deus parou com essa mania de criar mundos e galáxias, e passa o dia jogando no computador com personagens menos violentos, como por exemplo... Dragões que cospem fogo e tem meleca que sai da boca e do corpo, e como minhocas gigantes que engolem e trituram tudo o que houver pela frente, mas o pior é que Ele se confundiu, e ainda por cima anexou Guaporé a Serafina Correa, fazendo a capital do aultofodobilísmo, da hospitalidade (hospital Manoel F. Guerreiro esta sempre lotado), das semi jóias de meninas entre 11 e 17 anos que servem como travesseiros para os pilotos, que tendo-as a sua disposição fazem uma ótima mostra de como são virís, machos, mal educados e ainda por cima, vejam só! Ainda são chamados de pilotos (Só se for de éguas, vacas, cadelas e burras...). E retornando ao assunto, ainda Guaporé é chamada de capital do amor perfeito pois nunca se ouviu falar de tantos estudiosos que receberam o premio Nobel da perfeição por estudarem e decifrarem os mistérios de tantos cornudos e cornudas existente no local... Por isso, “amor perfeito”. Por isso, o Guaporense e o computador vivem infelizes e nus neste inferno, digo, neste paraíso.

Foto extraída do centenário do grande fotógrafo LeoCavPan residente em Guaporé