quinta-feira, 26 de abril de 2012


“Mantendo os pés no chão, o cego consegue enxergar muito mais coisas do que nós.”

Estamos interligados.

Existe um ambiente ao meu redor que me influencia. Eu sou um sistema nervoso volátil. Passa emoções pelas minhas entranhas o tempo todo. Boas e ruins. Movimento-me, e a cada gesto, mudo algo em mim e ao meu redor. Influencio o ambiente. Outro sistema volátil é influenciado pelo ambiente que eu influenciei. E ele tem sensações, que juntas com as que eu compartilhei com o ambiente, criam uma energia que influencia o ambiente ao redor dele, e os outros sistemas nervosos voláteis...

terça-feira, 24 de abril de 2012


Da uma baixa na estima naqueles dias, parece que você se transformou em uma completa idiota. Pelo menos você se sente assim. Passa por uma fase de desaprovação de si mesma. Não consegue se olhar no espelho. Acha que o que fala é bobo, nada interessante. Até o dia que você consegue olhar para o espelho e passa a enxergar um pouco mais fundo.

São aqueles desenhos vistos de longe, aqueles desenhos estranhos. São aquelas pichações nas paredes dos prédios. Aqueles desenhos infantis na escola primária. Um simples risco na mesa da cafeteria. E tudo tem um sentido de acordo.

E então você sai do trabalho e vai para em algum lugar para lanchar. Um relaxamento mental na mesa mais próxima do seu lugar favorito. Aquele momento down, que você usa para não pensar em nada. Seus ouvidos passeiam pelo ambiente, sentindo o aroma do som do jornal sendo lido, dos talheres batendo levemente nos seus pratos, do tomar barulhento do senhor e seu café.

O gosto do amargo matinal não se compara ao gosto da infelicidade do rapaz deitado na rua pedindo uns trocados. Mal sabe ele que é assim que se segue o livre arbítrio, e que a única falta de informação que ele é realmente desprovido é essa. A escolha de deitar e murmurar choroso para o seu cachorro o quão o mundo é mau. E a teimosia da comodidade da calçada gelada continua.

E quando qualquer um levanta a cabeça para olhar o sol, famoso como Deus por mais de 10.000 anos, e notar como as cores, gostos e aromas se tornam mais açucarados quando são vistos brilhando. Por que não doe chorar de felicidade, e a sensação é de cura. Ninguém deve fazer o que não se sente a vontade. A vida deve ser enxergada com uma película de amor como se fosse lentes cor-de-rosa. Transparente. Apenas deitar e beijar o céu com o pensamento, e se sentir completo.

sábado, 21 de abril de 2012



Como é fácil perder a cabeça. Esquecer totalmente de quem você realmente é, por instantes, por meses. Por um ano inteiro e mais um pouco. Esquecer o que realmente deixa-te feliz. Esquecer-se de si. Desistir de si e do que você quer/gosta para si.

Você perde a cabeça e nem sabe realmente o que é que está errado. Apenas sente alguma coisa estranha, alguma coisa que não te deixa dormir, e também te deixa inquieta durante os dias.

O teu jeitinho, só teu, colorido por dentro, de qualquer forma por fora. Pouco importa. Enfim fazer algo que seja realmente nota 10 pra si. Largar daqueles vícios. Por que tinhas? Às vezes é falta de alguma coisa. Às vezes é falta de conseguir se sentir...

quarta-feira, 18 de abril de 2012


É quarta feira, semana boba, uma galera sai pra jantar.
Vejo velhinhas, e fofoquinhas, e as historinhas surgem no ar.
Garotos tongos, com jeito tongo, ouvindo funk a todo o vapor.
As piriguetis, pensando longe, já escolhendo o quão nua sairão.

sexta-feira, 13 de abril de 2012


Não quer dizer que minhas palavras são meias verdades, mas a dificuldade de me expressar é presente o tempo todo. Só quero as coisas simples, sem complicação. Mas quando noto, quem complica sou eu. Não que seja errado, mas eu preciso de verdade aprender isso. Não existe escola. Só professores e a força de vontade.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Identidade digital. Apenas dados, números. Um código binário perfeito. Define perfeitamente o que você é. A cabeça faz a leitura do que deve ser um sentimento, uma atitude, um gesto. Tudo na sua devida ordem, na sua devida intensidade. Como a teoria é linda!

Olhando pela janela correta, vemos carne e ossos. Alguns litros de sangue correndo pelas veias, pelo corpo, e um coração em pleno funcionamento, bombeando o mesmo sangue para todas as partes do corpo. O coração serve para isso mesmo. O mesmo sangue que passa pelo coração, passa pelo cérebro, e o mantém saudável. E este cérebro, por sua vez, é a identidade, porem, não digital. Crua e fria, cruel e nervosa, sensível e dramática. Ligado por pulsos elétricos microscópicos, ligando um no outro e o fazendo mover o corpo, pensar em todas as coisas, sentir da melhor a pior sensação.

Digamos que esse mesmo cérebro tenha um controle próprio, onde desliga e liga partes dele mesmo quando você quer, quando você precisa, quando você prefere.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Você é a minha flor de mato!


É o meu sonho, é o meu desejo.

É o meu café da manha mental.

O beijo mais doce, o sorriso mais tchu.