quarta-feira, 11 de maio de 2011

Em um mundo onde os jovens sofrem de amor, ou da falta dele, onde os interesses não passam de sexuais ou da aparência, tem ainda gente que da bola pra sociedade. Corrompidos pela tristeza, pelo ódio e pelo excesso de liberdade, todos estão ficando revoltados. Mas revoltam-se com coisas banais, com fatos que em algumas semanas serão esquecidos, e enchem-se cabeças com titica e as coisas realmente importantes ficam de lado.

Profissões viraram medíocres. Médicos são médicos pelos salários, e acaba-se paixão, sonho, vontade. Oficiais são oficiais pelos salários, e a pátria apenas serve para paga-lo. Acabou o amor próprio. Acabou o amor.

Ninguém mais ama. Casamentos são por conveniência, relacionamentos são por conveniência, e todos já têm na cabeça que o amor não existe, que ninguém é perfeito e que não adianta procurar o príncipe encantado. Simplesmente ficam, transam, namoram e acabam, com milhões de pessoas, até achar essa conveniência, ou ao menos alguém que o ature.

Acabou a fé. Só existe razão. Razão de nada.

Todos acham que estão com razão. Errantes ignorantes. Já não vale a pena conversar com as pessoas, só existem banalidades a serem ditas. Foi-se o tempo em que as pessoas ainda eram humanas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário