quinta-feira, 3 de novembro de 2011


Uma pausa no trabalho escravo, e algumas palavras. Diga-se de passagem, que essas palavras vêm de uma pessoa que erra bastante, porem, em constante evolução, torna-se com o tempo um ser aceito no mundo dos deuses.

Mundo dos deuses.

Deuses esses, que apenas são deuses na hora de julgar. Diria que eles erram um pouco mais que eu, porém seu dedo indicador folhado a ouro celestial, diz tudo, sabe tudo, e sabe até qual seria o melhor caminho para eu tomar.

Todos são deuses na hora de julgar outra pessoa. Lembrando, que por ser um ser supremo, realmente deveria saber o que se passa. Entretanto, nada se sabe, apenas se imagina, como se fossem deuses magos com uma pequena/gigantesca bola de cristal onde aí tudo se adivinha. Detalhe: adivinham e falam como deveria de ser as situações, com o ar mais áureo possível, com os olhos cheios de sabedoria, e a boca com dentes afiados e uma língua comprida.

Digo, por fim, que as cobras que se olham no espelho e vêem anjos, estão sujando o chão por onde caminhamos, e sua saliva fica impregnada em nossos calçados, e entramos nas nossas casas e deixamos ali, sujo, todo o carpete onde as nossas crianças andam de pés descalços.

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