Eu não queria ser um produto. Eu queria brincar de pega-pega
e me jogar no gramado. Sentir um pouco de vento no rosto e a adrenalina de
poder me machucar. Manter os olhos abertos e o coração verde. Poder gritar bem
alto para os bichos e me sentir livre.
Mas estou aqui, na prateleira, com o corpo fechado e a mente
focada. Não estou pronta para entender que ser feliz é mais fácil do que ser
perfeita. E que perfeição não traz felicidade.

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