terça-feira, 24 de abril de 2012


Da uma baixa na estima naqueles dias, parece que você se transformou em uma completa idiota. Pelo menos você se sente assim. Passa por uma fase de desaprovação de si mesma. Não consegue se olhar no espelho. Acha que o que fala é bobo, nada interessante. Até o dia que você consegue olhar para o espelho e passa a enxergar um pouco mais fundo.

São aqueles desenhos vistos de longe, aqueles desenhos estranhos. São aquelas pichações nas paredes dos prédios. Aqueles desenhos infantis na escola primária. Um simples risco na mesa da cafeteria. E tudo tem um sentido de acordo.

E então você sai do trabalho e vai para em algum lugar para lanchar. Um relaxamento mental na mesa mais próxima do seu lugar favorito. Aquele momento down, que você usa para não pensar em nada. Seus ouvidos passeiam pelo ambiente, sentindo o aroma do som do jornal sendo lido, dos talheres batendo levemente nos seus pratos, do tomar barulhento do senhor e seu café.

O gosto do amargo matinal não se compara ao gosto da infelicidade do rapaz deitado na rua pedindo uns trocados. Mal sabe ele que é assim que se segue o livre arbítrio, e que a única falta de informação que ele é realmente desprovido é essa. A escolha de deitar e murmurar choroso para o seu cachorro o quão o mundo é mau. E a teimosia da comodidade da calçada gelada continua.

E quando qualquer um levanta a cabeça para olhar o sol, famoso como Deus por mais de 10.000 anos, e notar como as cores, gostos e aromas se tornam mais açucarados quando são vistos brilhando. Por que não doe chorar de felicidade, e a sensação é de cura. Ninguém deve fazer o que não se sente a vontade. A vida deve ser enxergada com uma película de amor como se fosse lentes cor-de-rosa. Transparente. Apenas deitar e beijar o céu com o pensamento, e se sentir completo.

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