quarta-feira, 11 de abril de 2012

Identidade digital. Apenas dados, números. Um código binário perfeito. Define perfeitamente o que você é. A cabeça faz a leitura do que deve ser um sentimento, uma atitude, um gesto. Tudo na sua devida ordem, na sua devida intensidade. Como a teoria é linda!

Olhando pela janela correta, vemos carne e ossos. Alguns litros de sangue correndo pelas veias, pelo corpo, e um coração em pleno funcionamento, bombeando o mesmo sangue para todas as partes do corpo. O coração serve para isso mesmo. O mesmo sangue que passa pelo coração, passa pelo cérebro, e o mantém saudável. E este cérebro, por sua vez, é a identidade, porem, não digital. Crua e fria, cruel e nervosa, sensível e dramática. Ligado por pulsos elétricos microscópicos, ligando um no outro e o fazendo mover o corpo, pensar em todas as coisas, sentir da melhor a pior sensação.

Digamos que esse mesmo cérebro tenha um controle próprio, onde desliga e liga partes dele mesmo quando você quer, quando você precisa, quando você prefere.

Nenhum comentário:

Postar um comentário