Pelas minhas veias corre a mais limpa musica tocada a ritmo
de coração, e já minhas palavras saem cantadas, tanto quanto meu caminhar virou
uma dança infinita. Não consigo mais explicar o que penso, pois às vezes sai
com timbre de violino e uma melodia melancólica, ou então batida como um eletrônico
agitado, misturado com uma emoção colorida.
Sinto que no sangue pulsa ondas sonoras e cores, e então
descubro que eu sou arte, como uma pintura inacabada, apenas esperando o tempo
e o ambiente continuar a me pintar em formato 3D para que eu possa sair da tela
mais viva e reluzente do que quando eu estava apenas na imaginação.
E quando eu me for, vou ficar na memória de cada um de uma
forma única, onde cada um me ouve e me vê de uma forma diferente. Meu som,
minhas cores, meu eu puro e limpo. E no fim, só restarão marcas de tinta
vermelha no chão.
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