segunda-feira, 11 de junho de 2012


Seria melhor ter fechado os olhos, teria sido a escolha certa tirar os pés do chão. Mas às vezes quando você está por cima você acaba não enxergando quem está por baixo.

 Talvez a preocupação da noite seja com os outros, ou talvez não devesse ter dado importância para pessoas que nem se importam comigo, para uma pessoa que apenas passa.

Como um parasita, você só precisava de alguém, um alguém que pudesse fazer passar o tempo, um alguém que nem o vento percebe.

Eu tentei levantar a sua auto-estima, mas a minha ficou lá embaixo. Eu tentei sair desse poço, mas o buraco que você fez era fundo demais.

Tentamos achar cicatrizes, cicatrizes que simplesmente foram criadas para suprir o nosso medo maior, o medo do fim, do fim... Do fim.


Antonio Carlos de Marchi de Conto
Primeiro texto de alguém que não eu.

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